Pesquisar este blog

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

como penguins e ursos polares

Ou como geralmente dizem, "como água e óleo". Algumas pessoas fazem simplesmente eu repelí-las e vice-versa. É uma questão de idéia, não de aparência ou hábitos. Tudo 100% abstrato, nada físico.

Eu me sinto mal se eu não consigo a confiança ou mesmo a atenção de alguém... eu gosto de chegar ao mais profundo 'eu' de cada um que eu conheço, se pelo pouco que vi da pessoa me diz que isso vale a pena. Não sou muito criterioso, geralmente eu procuro vasculhar o psicológico alheio ao máximo, porque gosto, simplesmente. Mas tem pessoas que simplesmente tem uma camada protetora contra isso, não deixam chegar perto.

Na verdade, sua rotina auto-destrutiva, seu conceito precoce sobre tudo, laços efêmeros, palavras que geralmente não valem um tostão, dissimulação exagerada, círculo de amizades teatral, necessidade em rebaixar o que já está em baixo, necessidade de pagar o preço que for para 'subir', e principalmente achar que você é diferente de mim e dos outros, por causa de A, B e C, sem ter certeza de fato.

E quando em um grupo de pessoas todas são assim, um censo comum de repelir qualquer um que não se encaixa nos 'padrões' é criado.

A ignorância coletiva é uma dádiva do diabo.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

lim → ∞

Estive pensando um pouco sobre como eu tenho escrito ultimamente.

Sinceramente, eu gosto de ver sentimentos em vermelho e laranja em textos que leio, e também nos que escrevo. Frases fortes, violentas e avassaladoras. As palavras na verdade tem um valor muito maior do que as pessoas pensam (com babacas tagarelas dominando o mundo, elas de fato perdem um pouco de seu valor). Dependendo da pessoa, da circunstância, contexto e até a ordem em que são colocadas, as palavras criam efeitos diferentes sobre as pessoas. Cada palavra é como uma pincelada em um grande quadro. No final podemos ter uma obra de arte, ou podemos ter uma porcaria sem sentido algum. Ou meio termo. Mas o fato é que elas intrigam a ti, a mim e a qualquer pessoa.

É por isso que um autor que se preze trabalha com tanto esmero para dominá-las. Pense como um músico deve se esforçar até achar tal combinação de notas e tempos que vai te causar drásticas sensações ao ouvir a música. Eu tento sempre otimizar o meu jeito de escrever. Escrever muito não é escrever bem. Qualidade literária significa transmitir claramente as mensagens com a quantidade certa de palavras. Eu busco essa qualidade através da minha posição. Quando escrevo, odeio ser imparcial. Imparcialidade traz ordem, e a ordem não mexe com as pessoas. Eu quero bagunçar mentes. Quero me comunicar com o leitor, entrar em sua cabeça e mexer com os conceitos... é isso o que a parcialidade faz. Nunca o meio termo, sempre o limite tendendo ao infinito.

Sabe, o infinito é um conceito, uma abstração. Talvez uma das formas mais primitivas de idéia que nasceu. O homem nunca vai agarrar o infinito.

É por isso que eu quero tanto ser um limite do infinito. Geração após geração, pessoas vão continuar correr atrás do infinito. Imagina tu, em um de seus extremos agarrar o Oeste, segurar o Leste com a outra mão, juntar as duas pontas do horizonte e fazer uma colcha para se cobrir. Mas você nunca vai fazer isso.

Assim, quando sou um limite do infinito, vou estar em tempo integral mexendo com a mente das pessoas, me comunicando com suas idéias, e aí sim serei perpétuo. Os autores atemporais (gosto sempre de citar Machado) todos, sem excessão, foram imortalizados pois suas essências situam-se em conceitos que estão à beira do infinito.

Por isso, eu gosto quando falam que sou 'oito ou oitenta'. Totalmente apaixonado, totalmente perdido, totalmente feliz, totalmente desiludido, raivoso, rancoroso, vermelho ou laranja.

sábado, 20 de novembro de 2010

Não sei até onde quer ir com esse placebo, mas eu vou começar a cuspir o remédio daqui pra frente. Quando temos cortes pequenos, nós devemos cauterizá-los, e não recorrer à prescrição.

Se os sintomas persistirem, consulte um psiquiatra, psicanalista, padre ou qualquer outra coisa que não seja este blog.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Eu fico ensaiando conversas em minha cabeça. Nelas eu sou todo sincero... mas se eu chego a ter essa conversa na realidade, as coisas mudam de plano, assim como num sonho, em que está tudo bem, e quando vai chegando o momento de acordar, você perde o controle das coisas. Felizmente no sonho você acorda antes de morrer, na vida real, o pior acontece e você machuca os outros.

Outra coisa dos sonhos: às vezes você não vê o rosto das pessoas; na realidade, quando você tenta ser totalmente honesto, as pessoas não enxergam, e parece que seu rosto é uma máscara em branco. Isso dá uma sensação agorafóbica.


....


Em matéria de ser sincero, aí vai:
Eu quero alguém para tirar o melhor de mim. Quero ser também esse alguém que extrai o melhor de você.
Quero alguém para dar aquele beijo francês no meio da rua sem vergonha alguma.
Quero te abraçar ao ver o por do sol, e quero que você me abrace quando ele voltar a nascer.
Quero ser aquilo que flutua durante um terremoto.
Quero ser a lente quando tudo estiver desfocado.
Quero te contar as coisas boas da vida, e que você me ensine outras boas também.
Quero ser aquela boa história quando queremos dormir.

Falando em dormir, não me veja como uma máscara em branco quando sonhar comigo, pois eu jamais faria isso com você.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

So pray little kay

Não idealize o amor, pois ele não vai idealizar você.

Por mais forte que seja, a palavra certa para a idealização é o preconceito.

Meu ponto não é que você se entregue a mim assim do nada; sei do seu passado e sei o quão cautelosa pretende ser. Meu ponto é: se estou dando a chance de me conhecer, devia agarrá-la, como eu também estou tentando contigo. Aí sim vem a parte de se entregar, sem arrependimentos.

domingo, 31 de outubro de 2010

My Angel Without Wings

Houve um tempo em que eu não saía de seus olhos, mas eu era apenas um reflexo que se enxerga mas não alcança. Agora a luz percorre o caminho de volta: eu vejo você, mas parece que sempre que eu penso estar segurando sua mão, é apenas fruto dos meus sonhos.

O grande chamariz de luz está atrás de você, e uma linda silhueta é tudo que vejo. Quando você chega mais perto eu vejo um rosto angelical, e só sua presença, com esse seu sorriso tão grande traz uma paz de espírito, faz esquecer tudo o que passou ao longo do ano. Só me faz pensar no futuro com você. E eu tenho um vontade louca, de ter quem sabe uma foto para só eu ver. Um abraço para só eu esquentar. Um beijo para fazer apenas eu flutuar.

Eu sei que tudo já foi dito, o que podemos fazer por agora já foi feito... mas ainda bate uma sensação de que isso se chama 'evitar'. E eu fico fazendo o papel de "William Tell". Atiro ou não atiro a flecha? Falo ou não falo o que me vem à mente? Parece que ser totalmente franco com você só tem atraído dúvidas para sua cabeça. Ou talvez isso tudo seja um breve período de quarentena. Apenas alguns dias ruins por quais todos temos que passar.

Sabe, o Amor é Deus em um bom dia. Então esperemos que todos tenhamos bons dias em breve.