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sábado, 16 de novembro de 2013

O fantasma de nossas mãos

Andando aqui, só distraído
Vento na cara, fone no ouvido
Toma conta um tal instinto
e sem perceber a mim eu minto

Puxo sua mão pra perto mas ela não está ali
É um fantasma assombrando, e toda vez eu esqueci
Engancho e desfaço esse ar ao meu lado
Pois tudo que quero é um mero contato

Mas não adianta, palpando o vazio
Procuro calor, mas sinto frio
Queria você aqui do meu lado
Passando esse frio, mas juntos, grudados
Dando uma volta perto do rio
Bem juntinhos, quadril com quadril

terça-feira, 15 de outubro de 2013

And then she woke up. 

Chants of birds mixed with bells. Smells of wood, dust and Bloody Crane's-bill filled her feet 'till her skull. As in an everlasting dream where her soul was detached from the body, all she did was to float around the stone castle. She thought of past lives she may have never had, but yet were lived in her subconscious day by day since she was a shy little girl. Years of practice on how to avoid the dark stairs, the best spots in the dinning room, the secrets to open some doors. But now she's a woman, free to climb those walls, free to fly those skies, free to even be a slave if she wanted to. She just wanted that aura with her all the time, and one day she even thought "I wouldn't mind having lived here ages ago, could've even been as a servant". And she had no idea as how ironically this idea served her well. By the the end of three weeks she had to be taken away from the scenario of her dreams, just to be rearranged in her belonging rainy-jungle castle, again, as a servant.

We servants know the castle better than the kings.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Ah, um ano passa rápido. E olha, vai ser bom pra você, currículo e tudo mais, sabe? Ah, pra ela também, claro! Iiiih, vai passar um frio danado, leva roupa. Não, melhor, compra lá. Não, leva um pouco daqui, mas compra lá também. E compra eletrônico, porque aqui tá caro. E a mãe? E o paizão? E a namorada? E você tá bem no inglês? Tá com frio na barriga? Como não? Eu estaria, se fosse você. Você sabe, gringo é tudo frio, ríspido. Brasileiro que é caloroso. E lá tudo funciona que é uma beleza, né? Não vai voltar de nariz empinado. Não vai esquecer dos amigos. Não vai ficar por lá. Não deixa de procurar oportunidade por lá.

Engraçado, isso já virou uma coletânea, um coquetel de citações, de torpedos que disparam assim que aciona-se o assunto Intercâmbio. Já aprendi a desviar, esquivar, enfrentar, responder, mas vejo como é previsível. Pouquíssimas foram as perguntas que me fizeram, que não soltei uma resposta quase automática. Não coloquei muito de meu cérebro em cima disso, acredite. Eu fui planejando o essencial, as coisas pelas quais eu obrigatoriamente precisarei passar. Mas eu vejo com estas conversas como o povo pensa bem igual, mesmo, um bloco uniforme. E é para me distanciar desta nuvem de pensamento que eu estou indo viajar (acho que essa frase responde várias das perguntas). Cada ser humano é um indivíduo diferente. Por mais que você o coloque nas mesmas jaulas, aprendendo os mesmos truques, ouvindo os mesmos elogios, ao forçar o desconforto e o inesperado para cima de uma pessoa, cada uma vai reagir diferente, cada um vai se mostrar indivíduo. Minha força motriz para essa experiência é falar, beber, ouvir, rir, chorar, pedir e oferecer para, com e de gente nova. Mas é mais do que isso; se eu pudesse, conheceria cada ser humano deste planeta separadamente. Estou indo para tirar pessoas de suas jaulas, de seus truques, de seus confortos. Estou indo para descobrir.

domingo, 2 de junho de 2013

seu instinto te chamou aqui
neste lugar onde a razão te trai
os gritos lá fora são da sua consciencia
selvagem, sem inocência

e o que te mantem flutuando
é esse rosa forte, esse preto fúnebre
te mantém sóbrio, focado
no fim do túnel

você fica estático por instantes,
antes de voltar à Terra e perceber
que onde havia liberdade
agora trocaram por poder

domingo, 12 de maio de 2013


Esses últimos meses me fizeram sentir como se estivesse numa bolha. Começou pequena, limpa e leve... mas aí coisas inevitáveis acontecem: bate uma corrente de ar, e de repente a bolha fica turbulenta; ou ela passa pela poeira e começa a ficar mais densa e pesada. E conforme vai agregando essas outras coisas, ela vai aumentando de tamnho também. É um pouco desconfortável ficar submetido a tanta pressão externa... dentro de uma bolha você fica a todo momento apostando em qual agulha ela vai estourar. Você também fica exposto, e todos podem ver o que acontece dentro da bolha, por mais que você se esforce pra manter a privacidade.
A bolha te impede de entrar em contato com o que está em outras bolhas, ela te isola um pouco também... mas em compensação ela vai flutuando, flutuando, e flutuando, até que você percebe que está em um outro continente.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Fui ouvir uma música antiga, e de repente bateu uma saudade de 6 anos atrás, aí então fui caçando músicas daquela minha época.
Não eram muitas, eu ainda não tinha aberto meu leque musical, mas é uma seleção do ca-ra-lho, mesmo eu já tendo ouvido muita coisa hoje em dia. Tive sorte de alguns amigos me indicarem música boa pra ouvir.

Skillet - Open Wounds
AFI - Miss Murder
Millencolin - Fox
Unwritten Law - Up All Night
Unwritten Law - She Says
Unwritten Law - Shoulda Known Better
Unwritten Law - Oblivion
Lostprophets - Last Train Home
Lostprophets - Last Summer
Lostprophets - The Fake Sound Of Progress
Lostprophets - Shinobi Vs. Dragon Ninja
Lostprophets - Rooftops
Jimmy Eat World - Sweetness
Jimmy Eat World - Pain
Jimmy Eat World - Just Tonight...
Relient K - Who I Am Hates Who I've Been
Relient K - Be My Escape
Relient K - The Pirates Who Don't Do Anything
Fall Out Boy - Sugar We're Going Down
Fall Out Boy - Pretty in Punk
Fall Out Boy - Where is Your Boy Tonight
Fall Out Boy - Dance Dance
Fall Out Boy - Saturday
Yellowcard - Cigarette
Yellowcard - Rough Draft
Yellowcard - Empty Apartment
My Chemical Romance - I'm Not Okay
My Chemical Romance - Helena

sim... eram basicamente essas as músicas que eu ouvia. 30 canções, e mais uma aqui e ali... e isso me destacou o fato de que não era só nas músicas que o padrão 'pouco em número, muito em qualidade' existia. Eu não tinha tantos amigos, mas eram os melhores; não saía pra tantos lugares, mas para os que eu saía, eu adorava; não tinha muitas atividades, mas as que eu fazia, era com o maior esmero possível. Dá uma certa saudade, porque essa época de descobrir e crescer é muito boa... mas não mudaria nem um passo que eu tenha dado, já que foi para chegar aqui.

A nostalgia é um quarto sem portas, mas com muitas janelas.