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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012


Eu passo por uma rua
E finjo que não o vejo
Você também o ignora
E então, logo percebo:

Todos nós varremos
a "poeira" para as sarjetas
Assim como faz a cruz
Afastando o capeta.

Chegaram ali
sem a sabedoria
de que tanta lama
é areia movediça

Mas que opção eles tinham,
se não há como exigir?
Basta negar o olhar,
e eles deixam de existir.
É como o bicho-papão,
que se põe a perseguir.
Se eu não acreditar,
ele não pode me ferir.

O máximo que eu já vi
foi lhes jogarem trocados.
Só espero que um dia,
os recebamos sentados,
de abraços abertos
ouvindo relatos.
Saber o que há
por trás de tais olhos,
saber como soam
lânguidas vozes.

"Mas quem jogou eles lá?
Quem manchou a cidade?"
E ninguém sequer fala
da tinta da autoridade.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O que ser da vida, a não ser
uma via infita marcada de tinta?
O que é o amor se não for
mordida ou agulha afiada, incisiva?
O que são os pais, se não
formas quadradas bilaterais?
Ao mesmo tempo em que são
arcos disjuntos sem terminais.
É aquele acordar sem piscar,
presente no escuro.
É ouvir o silêncio no ausente barulho.
É o 'quando' sem 'quem',
ou o 'quem' sem o 'quando'?
É o 'mais' sem o 'quanto'
esperando o 'tanto'.

domingo, 22 de julho de 2012

Passa, foi, te reconhece/ te pergunta e não se esquece/ troca pouco cumprimento/ e ganha muita simpatia/ -...- Espera, espera tanto tempo/ já faz tempo que nem lembro/ se fui eu que demorei, ou/ ela que perdeu o momento/ -...- Fala, fala e conta mais/ e não falta um detalhe/ do que come, gosta e faz,/ da família e de seus pais/ -...- Conto mais e também digo/ de lazeres e amigos,/ minhas bandas favoritas/ e meu bom prazer antigo/ -...- Fala, fala e o tempo passa/ e os dois já se conhecem/ sabem tudo que excedem/ e de tudo que carecem/ -...- Risca, risca cem bilhetes/ amarelos, pequeninos/ Ela já desconfiava/ o que tramava o menino/ -...- De tanto que parecem/ e como são iguais!/ eles riem da mesma graça;/ têm o mesmo ponto de paz/ -...- Lendo, lendo aquele livro/ dividiram a emoção/ e mais tarde no cinema/ riram da decepção/ -...- Passando tempo juntos/ mas não foi suficiente:/ ao fim daquele ano/ passaram tempo, realmente/ -...- Foi tão bela essa passagem/ de ramo para flor/ eu nunca esquecerei/ seja quanto tempo for/ -...- Era então verão/ uma estação que não demora/ foi-se leve como pena;/ doce como amora/ -...- E não esqueço da viagem/ algo ali é inexplicável/ mas para quê vou explicar/ o que foi tão memorável?/ -...- Começa ali então/ um tempo bem difícil/ o menino só estudava/ e fugia de seu vício/ -...- E ela observando/ o quanto ele sofria/ seu sofrimento era igual,/ pois, ela nunca o via/ -...- Mas o tempo foi passando/ e o semestre acabou/ se encontravam todo dia/ e o tempo respirou/ -...- Nem se deram conta/ e já passou um ano!/ espero que ela saiba/ o quanto eu a amo/

domingo, 1 de abril de 2012

A melhor parte de tudo isso é que você tem sido a melhor amizade que eu tenho ao meu lado nos últimos tempos, aquela voz que sempre vem à mente quando eu penso em uma coisa engraçada, aquele rosto sempre que eu preciso lembrar de algo apaziguador...

Eu não conseguiria ficar sem te divertir nas tardes de sábado e domingo.

sábado, 10 de março de 2012

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

retrospectiva 2011

Eu não estava convencido a fazer uma restrospectiva deste ano, mas então olhei na index de textos à direita do blog e percebi que escrevi 22 textos neste blog, número que chamou minha atenção.
Em números, 2011 conteve:
22 textos + 4 divagações sobre sonhos = 26 produções
11 livros lidos
5 shows tocados (1 acústico + 1 festival no Via Funchal para mais de 3000 pessoas + 3 shows plugados)
1 show que assisti (All Time Low) ao vivo
1 show que não assisti (ingresso furtado na porta do Paramore)
2 shows que assisti pela TV (Maroon 5 + Coldplay)
11 matérias, 5 dependências
10 grandes novas amizades
4 circuitos elétricos montados ao longo do ano
1 carteira de motorista
19 anos

E claro... o que finalmente posso chamar de 1 grande Amor.

Um brinde a um ano que prometia pouco, mas que se revelou completo. Cheers!