Pesquisar este blog

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Crescer nunca é bom, pelo menos pra gente. Pra quem está em volta, é bom, mas parece que somos os últimos a desejar e perceber que amadurecemos.

Talvez seja assim, pois seria desapego a quem fomos, uma recusa a aceitar quem somos e medo do que podemos nos tornar. Medo de mudar é comum, pois quando estamos acostumados a uma situação, o conforto da rotina nos traz comodidade.

Mas é necessário, a vida não seria o que é sem sua rotatividade. As coisas simplesmente mudam. Acho que o que quero dizer é que só mudamos mesmo quando pesamos duas coisas: seria mais importante manter as coisas como estão só porque seu lado mais infantil ainda acha que todo mundo vai deixar de crescer, ou será que vale a pena crescer para se livrar da dor de algumas consequências da imprudência da ingenuidade?

Porque algumas transições são tão doloridas? Por que virar a página, torna necessário cortar o dedo no papel? Mas se não avançarmos as páginas, a história não continua. Não para o leitor. Para os personagens é indiferente, pois seu destino já está escrito. Imagine que o leitor gostou até certo capítulo, mas pelo andamento da narrativa, sua personagem preferida com certeza ia acabar onde ele não queria. Enquanto ele estava nesse dilema, a personagem já pulou para outras impressões e já atravessou outras capas. Hoje se encontra numa história de final feliz, e depois de muito tempo o leitor viu que já não tinha mais o que fazer para salvar a indefesa personagem de suas histórias prediletas. O leitor resolveu pegar papel e caneta, e talvez agora a história seja outra.
Não perca tempo e desça a tinta no papel, antes que a história te deixe para trás.